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O romance "Dezoito de Escorpião" foi a minha estreia na ficção científica. Originalmente publicado pela Novo Século em 2014, o livro foi republicado em 2016 pela Editora Draco

"Dezoito de Escorpião" surgiu como inspiração após uma temporada que passei no coração da floresta por conta de minha participação no reality show Amazônia. A história gira em torno de uma vila idílica, conhecida como Muhipu, onde jovens diagnosticados com esquizofrenia são confrontados com sua verdadeira natureza. 

O romance se pauta também em um fato real: a descoberta feita nos anos 90 por um astrofísico brasileiro, Gustavo Porto de Mello, de uma estrela gêmea de nosso Sol. Conhecida como HR 6060 / 18 Scorpii, a estrela faz parte do conjunto da Constelação do Escorpião.





Por conta de meu primeiro romance, recebi o Argos - prêmio literário concedido pelo Clube de Leitores de Ficção Científica em 2015.

Recebendo o Argos 2015 no Jedicon, Rio de Janeiro

Dois anos depois, fui novamente agraciado com o Argos, desta vez por conta de "O Esplendor", meu segundo livro de ficção científica, publicado pela Draco. Apesar de fazer parte do mesmo universo de "Dezoito de Escorpião", "O Esplendor" não constitui uma sequência. Na verdade, é possível ler tanto um quanto o outro primeiro, sem prejuízo de entendimento. "O Esplendor" é inspirado em um conto de Isaac Asimov, "O Cair da Noite", e conta a história de um mundo sem noite, iluminado por seis sóis eternos. As semelhanças, contudo, cessam aí. "O Esplendor" é um romance sobre uma raça alienígena telepática que vê seus dogmas ameaçados pelo nascimento de uma criança cujos pensamentos não podem ser lidos.


As referências à cultura iorubá existentes em "O Esplendor" são variadas: desde os nomes dos sóis, que homenageiam Orixás (Osala, Osum, Sango etc.) até os nomes das casas (ou "ilês"). Em Aphriké, planeta abordado neste romance, os indivíduos não possuem nomes individuais, mas sim nomes que os identificam como parte de agrupamentos: os Oluya-Woranes (arquitetos), as Orines (cantoras), e muitos outros.


No vídeo a seguir, a youtuber Mayra Sigwalt fala (em português) sobre "O Esplendor":




2017 foi não só o ano em que ganhei meu segundo Argos, como foi também o ano em que publiquei meu terceiro livro: "Extemporâneo", lançado pela Presságio Editora. O livro conta a história de uma pessoa presa ao dia 14 de janeiro de 2015. Apesar de a data ser sempre a mesma, a protagonista acorda em um corpo e em uma realidade diferentes um dia após o outro, sem entender o que, ou quem, está reconfigurando o universo todos os dias. "Extemporâneo" foi selecionado pelo Programa de Apoio à Cultura do Governo do Estado de São Paulo (ProAC) e lançado como parte da Coleção Infinitos Mundos.

Ainda no que diz respeito ao universo da literatura, em 2018 o meu conto de sci fi intitulado "Dominante" foi finalista do Prêmio Nascente, oferecido pela Universidade de São Paulo.







Também sou roteirista de quadrinhos e filmes. Cursei vários laboratórios de criação, análise crítica e formatação de roteiros nas escolas b_Arco e Roteiraria, tendo sido já aluno de Allan Kingsberg, Aleksei Abib, Julia Priolli, Marcos Tiezzi, Rubens Rewald e Rossana Foglia. Meu primeiro roteiro de cinema, "Ouro Vermelho", foi um trabalho realizado para a produtora ACERE, e é uma ficção científica ambientada no Brasil. Está em fase de pré-produção.

Os roteiros de quadrinhos, contudo, são muitos, e a maioria foi editada pelo olhar primoroso de Raphael Fernandes. Em 2017, meu roteiro "YHVH" foi lançado como parte da coletânea "Demônios da Goetia em Quadrinhos" (Editora Draco). Em "YHVH" conhecemos a história de Daniel, um professor enlutado que precisa enfrentar  três demônios se quiser realizar seu intento: aprisionar um anjo em um espelho. A arte da história coube a LuCas Chewie. A coletânea "Demônios" foi finalista do Prêmio HQMix em 2018. Veja a seguir a decupagem da primeira página de meu conto, "YHVH":




Em 2017, meu roteiro de "Ponte das Blasfêmias" foi selecionado pelo Sci Fi LX, o maior evento de ficção científica de Lisboa, em Portugal. Com arte de Mariana Waechter, a história faz parte de uma coletânea que será lançada em breve, tanto em português quanto em italiano: "Veneza Fantástica". A seguir, você confere a primeira página:



Em 2018, a Editora Draco lançou a coletânea "Delirium Tremens de Edgar Allan Poe", que conta com um roteiro meu: "Murder". A arte é de Flavio L. Maravilha. Em 2019, a coletânea se tornou finalista do Prêmio Le Blanc de Arte Sequencial, oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Confira a seguir um trecho da primeira página de "Murder": 



Há muita coisa nova vindo aí! Em 2019, dois contos meus serão lançados em novas coletâneas da Draco: "Deus é Grande" foi um roteiro que escrevi para a coletânea "Sangue no Olho". Conta a história de Ayaz, um soldado iraniano que migra para o Brasil por desejar viver em paz, mas se depara com uma sociedade em transformação... para pior. Vocês conhecerão também "Alandros de Hiroshima" na coletânea "Arquivos Secretos da Segunda Guerra Mundial", que conta a história de Vitor, um menino surdo, superdotado e dedicado a uma amizade, digamos, improvável.

Em breve, anunciarei também a minha primeira graphic novel solo! Este é meu grande projeto para 2020, e acho que vocês vão curtir muito :)

Se você deseja contratar meus serviços para a produção de roteiros originais, mande-me um e-mail.

Não trabalho no momento com leitura crítica. Para esse serviço, recomendo quem eu mesmo costumo contratar: Cristina Lasaitis.